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sábado, 5 de outubro de 2013

8 de outubro

8 de outubro

 
1836 – Iniciado intercâmbio Cuiabá-Uberaba

A estrada do Piquiri, esboçada em 1808, sem resultado, aplicou, em 1832, os seus esforços construtivos o brigadeiro Jerônimo Joaquim Nunes, afazendado em Pindaival. A picada respectiva, porém, só se ultimou em 1835. Fraldejava a serra de São Lourenço, transpunha o Piquiri, donde rumava para as cabeceiras do Sucuriu, de cujo vale buscava o Paranaíba, que, atravessado, permitia a continuação até Uberaba.
Por essa via, melhorada por Antonio José Garcia Leal, dos primeiros povoadores de Santana do Paranaíba, entraram pela primeira vez em Cuiabá, a 8 de outubro de 1836, os suínos tangidos de Uberaba, em vara de 70 cabeças, além da tropa de bestas de Manuel Bernardo que, em troca, de torna viagem, conduziu boiadas dos fazendeiros cuiabanos, assim inaugurando o intercâmbio que se intensificaria mais tarde.” 


FONTE: Virgilio Correa Filho, História de Mato Grosso, Fundação Júlio Campos, Várzea Grande, 1994, 562



8 de outubro


1906 – Inaugurada estrada Campo Grande-Porto XV de Novembro

Ficheiro:Manoel da Costa Lima.jpg
É inaugurada a estrada entre Campo Grande e Porto 15 de novembro, atualmente trechos da BR-163 (Campo Grande - Nova Alvorada do Sul) e BR-262 (Nova Alvorada do Sul - Rio Paraná).


Foi uma verdadeira odisseia a construção dessa estrada boiadeira. Seu incorporador foi Manoel da Costa Lima, o Manoel Cecílio, que a abriu para tirar o Estado do isolamento e transportar o vapor Carmelita, lancha a motor, adquirida no Paraguai, com a qual iniciaria o serviço de travessia do rio Paraná. De Concepcion a Campo Grande, “navegara rio Paraguai acima, penetrando no rio Miranda e depois no rio Aquidauana, ancorando na fazenda Sto. Antonio na barra do Taquarussu. Com 200 bois de carro emprestados e 20 peões escolhidos a dedo, praticamente desmontaram a lancha e distribuídas suas partes nos referidos carros, encetaram grande epopeia de leva-la até às barrancas do rio Paraná, na divisa com São Paulo.

Sem dispor de qualquer das ferramentas e máquinas que hoje conhecemos, mas tão somente da força física de homens e animais, de coragem e vontade férrea, serra de Maracaju acima, serra abaixo, brejos e atoleiros, pedreiras e areal, travessias em fundos de vales, viagem lenta e morosa por mais de 60 dias até o arraial de Sto. Antonio de Campo Grande. A lancha fazia parte de seu sonho, a construção de uma estrada boiadeira; era sonho e determinação, teimosia e coragem deste homem, obstinado de realizar uma obra que foi fundamental para o futuro de Mato Grosso e do Brasil".


A estrada era um projeto que Manoel da Costa Lima acalentava há vários anos, até conseguir autorização do governo estadual e ajuda de colegas fazendeiros.


Em Campo Grande reuniu nova comitiva e partiu para a empreitada:

A abertura foi feita com traçadores, machados, enxadas e facões, de 325 km de caminho bravo de Campo Grande às barrancas do grande rio Paraná. Pagou com sua própria fazenda Ponte Nova, na barra do Inhanduizinho, os serviços do agrimensor francês Emílio Ravasseau.


Manoel da Costa Lima fez novamente penosa viagem, partindo de Campo Grande, buscando a barra do ribeirão do Lontra com o Inhanduí, onde chegaram após 15 dias de trabalho duro e sofrido, transportando a lancha destinada a rebocar as balsas-currais que mandara construir para a travessia do rio Paraná. Nesse local providenciaram a instalação de uma oficina para a remontagem da lancha Carmelita para seu posterior prosseguimento por hidrovia.


Chegando com a abertura da estrada até às margens do grande rio, junto à barra do rio Pardo, ali organizou-se o acampamento com alguns ranchos: o local foi denominado Porto XV de Novembro.


No dia 8 de outubro de 1906, era inaugurada a ligação comercial Mato Grosso-São Paulo, uma estrada boiadeira desbravada entre 1900 e 1906. Depois de pronta, o governo do Estado resolveu oficializar a estrada a qual foi recebida pelo agrimensor José Paes de Faria.” 
 


FONTE: Edgard Zardo, De Prosa e Segredo Campo Grande Segue seu Curso, Funcesp/ Fundação Lions, Campo Grande, 1999, página 35





sexta-feira, 22 de novembro de 2013

12 de dezembro

12 de dezembro

1826 – Langsdorff chega ao rio Paraguai



Após diversos dias navegando pelo Taquari, a expedição científica Langsdorff, patrocinada pelo governo russo alcança finalmente o rio Paraguai:

Pela manhã de 12 de dezembro entramos na águas do Paraguai, caudal célebre nos anais das missões espanholas e portuguesas pelas vantagens excepcionais que sua navegação proporciona aos vastos territórios em que corre. Tem as cabeceiras do Alto Diamantino, na chapada central da América Meridional; dirige para o sul o majestoso curso e recebe o contingente de sete grandes rios até confluir com o Paraná, onde perde injustamente o nome para cedê-lo ao afluente. Grandes embarcações podem sulcá-lo desde Buenos Aires até Vila Maria e, subindo pelo rio Cuiabá, até a capital de Mato Grosso. É uma extensão de 600 léguas, livre do menor obstáculo, sem cachoeiras, nem corredeiras: em todo o percurso deslizam mansas águas fundas e largas. É o mais belo canal que a natureza formou para permitir ao homem devassar desertos tão dilatados, para povoá-los e dar-lhes as regalias de ativa navegação e imenso comércio. Em qualquer ponto achariam os barcos a vapor florestas para abastecê-los de combustível abundante e fácil. (...)


Abicamos na margem do Paraguai em frente à boca do Taquari e, como nos devíamos demorar até o dia seguinte para deixar o astrônomo fazer suas observações, aí acampamos. À tarde vimos passar o próprio a que acima aludi e que fora a Cuiabá pedir socorros contra os guaicurus.


Quando anoiteceu, ergueram-se do lado dos campos, que na véspera havíamos deixado, grandes clarões, acompanhados de muita fumaça. Eram fogos ateados pelos índios, pois decerto nenhum brasileiro se arriscaria, depois do rompimento de hostilidades, a andar tão arredado de Miranda, o povoado dali mais próximo, e a percorrer as vastidões em que imperam aqueles selvagens.


A todos os camaradas distribuiu o cônsul espingardas, pistolas, pólvora e balas e mandou colocar as sentinelas que durante a noite estiveram alerta afim de impedir qualquer surpresa.

FONTE: Hercules Florence, Viagem Fluvial do Tietê ao Amazonas, de 1825 a 1829, Edições Melhoramentos, São Paulo, 1941, página 68.



12 de dezembro
 
1899 – Nasce em Cuiabá Maria Constança de Barros Machado


Filha de Israel de Arruda Barros e Joana da Costa Barros, iniciou seus estudos na Escola Barão de Melgaço, no tempo da palmatória. Concluiu o Normal em 1917, na Escola Normal Pedro Celestino de Cuiabá e no ano seguinte mudou-se para Campo Grande, nomeada para lecionar na primeira escola pública isolada do sexo feminino, onde foi, por durante quatro anos, professora, secretária e diretora. Em 1922 foi designada para o Grupo Escolar Joaquim Murtinho. Em 1937 é nomeada vice-diretora e no ano seguinte assume a diretoria dessa instituição de ensino. Em 1939, no governo o interventor Júlio Müller, instalou e organizou o Liceu Campo-Grandense, mais tarde denominado Ginásio Estadual Campograndense.

Em 1951, a convite do governador Fernando Correa da Costa, assume a direção do Colégio Estadual e da Escola Normal Joaquim Murtinho, em substituição ao professor Múcio Teixeira Júnior. Em 1954 passa a integrar a Camapanha Nacional de Educadores Gratuitos, idealizada em Recife pelo professor Felipe Tiago Gomes. De 1956 a 1961, durante o governo de João Ponce de Arruda, permaneceu fora do Estadual e da Joaquim Murtinho, por questões políticas, retornando à direção das duas entidades, com a volta de Fernando Correa da Costa ao governo, em 1961.

Maria Constança de Barros Machado dá nome ao colégio que ela construiu e dirigiu


Faleceu em Campo Grande em 7 de abril de 1996.

FONTE: Maria da Glória Sá Rosa, Memória da Cultura e da Educação em Mato Grosso do Sul, UFMS, 1990, página 62


12 de dezembro

1912 – Realiza-se o primeiro júri na comarca de Campo Grande
Inaugurado no dia 12 de maio, com a posse do juiz Arlindo de Andrade Gomes, que renunciou 50 dias depois, somente nesta data foi realizado o primeiro júri em Campo Grande, sob a presidência do novo juiz, dr. Abreu. O réu chamava-se José João Bernardo de Freitas, acusado da morte de Francisco Veloso. Foi absolvido assim como os dois outros acusados, João Manoel dos Santos, soldado do Exército, e João Manoel da Silva, submetidos a julgamento nos dias seguintes, 13 e 14. No final a municipalidade foi condenada a pagar as custas, na importância de 557$000.” 

FONTE: Paulo Coelho Machado, Arlindo de Andrade, página 19.


12 de dezembro

1969 – Inaugurado asfalto Porto XV- Campo Grande


Com a presença do presidente general Garrastazu Médici, do governador Pedro Pedrossian, dos ministros Elizeu Resende (Interior) e Mario Andreaza (Transportes), do comandante da 9a. Região Militar, do deputado federal Marcílio de Oliveira Lima, é entregue a pavimentação asfáltica das BRs-267 e 163, entre Campo Grande e Porto XV. A rodovia recebeu o nome de Manoel da Costa Lima, o primeiro a completar a ligação São Paulo-Mato Grosso, através de uma estrada boiadeira, inaugurada a 8 de outubro de 1906.


FONTE: Edgard Zardo, De Prosa e Segredo Campo Grande Segue seu Curso, Funcesp/ Fundação Lions, Campo Grande, 1999 página 36.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

8 de abril

8 de abril

1719 – Fundação de Cuiabá



Monumento a Pascoal Moreira Cabral em Cuiabá

É oficialmente fundada a cidade de Cuiabá, atual capital do estado de Mato GrossoTermo firmado nessa data pelo bandeirante paulista, Pascoal Moreira Cabral e seus comandados dá notícia do descobrimento de ouro no Coxipó e do surgimento do arraial:

Aos oito dias do mês de abril de mil setecentos e dezenove anos, neste arraial de Cuiabá, fez junta o capitão-mor Pascoal Moreira Cabral com seus companheiros e lhes requereu a eles este termo de certidão para a notícia do descobrimento novo que achamos no rio Coxipó, invocação de Nossa Senhora da Penha de França, depois que foi o nosso enviado, o capitão Antônio Antunes, com as amostras que levou do ouro ao Senhor General com a petição do dito capitão-mor, fez a primeira entrada onde assistiu um dia e achou pinta de um vintém, de dois e de quatro vinténs e meia pataca, e a mesma pinta fez na segunda entrada, em que assistiu sete dias, e todos os seus companheiros, às suas custas, com grandes perdas e riscos, em serviço de sua Real Majestade e como de feito tem perdido oito homens, fora negros, e para que todo o tempo vá isto a notícia de Sua Real Majestade e seus governos para não perderem seus direitos e por assim ser verdade nós assinamos neste termo, o qual eu passei e fielmente a fé do meu ofício como escrivão deste arraial. Pascoal Moreira Cabral, Simão Rodrigues Moreira, Manoel dos Santos Coimbra, Manoel Garcia Velho, Baltazar Ribeiro Navarro, Manoel Pedroso Louzano, João de Anhaia de Lemos, Francisco de Siqueira, Ascenso Fernandes, Diogo Domingos, Manoel Ferreira, Antonio Ribeiro, Alberto Velho Moreira, João Moreira, Manoel Ferreira de Mendonça, Antonio Garcia Velho, Pedro de Góes, José Fernandes, Antonio Moreira, Ignácio Pedroso, Manoel Rodrigues Moreira, José da Silva Paes.

 
No mesmo dia, mês e ano atrás nomeados, elegeu o povo em voz alta o capitão-mór Pascoal Moreira Cabral por seu guarda-mór regente até a ordem do Senhor General para poder guardar todos os ribeiros de ouro, socavar, examinar, fazer composições com os mineiros e botar bandeiras, tanto aurinas como aos inimigos bárbaros, e visto elegerem ao dito lhe acatarão o respeito que poderá tirar autos contra aqueles que forem régulos, como é amotinador e aleves, que expulsará e perderá todos os seus direitos e mandará pagar dívidas e que nenhum se recolherá até que venha o nosso enviado, o capitão Antônio Antunes, o que todos levamos a bem hoje, 8 de abril de 1719 anos, e eu Manoel dos Santos Coimbra, escrivão do arraial, que o escrevi. – Pascoal Moreira Cabral.


A bandeira de Pascoal Moreira Cabral fez o trajeto Porto Feliz, Tietê. (São Paulo), Paraná, Pardo, Anhanduí, Aquidauana, Paraguai e Cuiabá. Este caminho seria trocado mais tarde pela passagem por Camapuã.



FONTE: Virgílio Correa Filho, Mato Grosso, Coeditora Brasílica, Rio, 1922, página 43.




8 de abril

1928 – Matte empresta dinheiro ao Estado de Mato Grosso



Matte Larangeira do Sul de Mato Grosso para o mundo


É efetuada a segunda operação do gênero. Desta vez o empréstimo foi de mil contos de réis, com as seguintes condições:

Prazo máximo para a liquidação (...) de quatro anos; juros oito por cento anuais cobrados semestralmente. Garantia terras que serão escolhidas dentro da área arrendada à Companhia, pelo preço estipulado atualmente em lei. Os juros serão elevados à taxa de dez por cento ao ano em caso de mora.

 
A propósito, Odélia da Conceição Deniz Bianchini comenta:

 
Ora, não é difícil avaliar-se a forma pela qual, a Matte Larangeira fora se transformando de arrendatária em proprietária, de direito e de fato, das terras arrendadas. Um Estado como Mato Grosso, quase sempre em dificuldades financeiras, encontrava na Matte uma forma de sair delas ou pelo menos de atenuá-las e a Companhia por sua vez, como empresa particular, tratava de procurar os meios que lhe garantissem o retorno dos investimentos.



FONTE: Odaléia C. Denis Bianchini,  A Companhia Mate Larangeira e a ocupação da terra do Sul de Mato Grosso (1880-1940) Editora da UFMS, Campo Grande, 2000. Página 144.


IMAGEM extraida de Luiz Alfredo Marques Magalhães, Retratos de uma época (2a.edição), Gráfica e Editora Alvorada, Campo Grande, 2013, página 52.

8 de abril

1943 - Morre em Campo Grande o ex-prefeito Manoel Taveira

Manoel Inacio de Souza (o Manoel Taveira)

Faleceu aos 67 anos em Campo Grande, Manoel Inácio de Souza, (Manoel Taveira). Em Campo Grande desde os 14 anos de idade, dedicou-se à sua profissão de carpinteiro e ao comércio de secos e molhados. Político, fez parte da primeira legislatura da câmara municipal, tendo como companheiros de bancadas os vereadores Joaquim José de Santana, João Correa Leite, José Vieira Damas e João Antonio da Silva. Não chegou a exercer o mandato porque o legislativo municipal viria a reunir-se somente em 2005.
Em 1903, elege-se intendente geral do município (prefeito municipal), tendo assumido em 1° de novembro de 1904 e exercendo até 1° de janeiro de 1909. É o segundo intendente eleito. Na sua gestão a prefeitura funcionou em sua casa à rua 26 de Agosto. A intendência teria o seu prédio próprio somente em 2013. Iniciou as primeiras providências para o alargamento da rua Velha (atual 26 de Agosto), única artéria da vila, com cerca de 50 casas, sem o devido alinhamento.
É de sua iniciativa o primeiro código de posturas e do plano de alinhamento das ruas do povoado, iniciado em 1905 e interrompido, com reinício e conclusão na administração de seu sucessor em 1909. 
Em 1913 volta a ser vereador na 4ª legislatura tendo como colegas Clemente Pereira Martins, Sebastião da Costa Lima, José Marcos da Fonseca, João Alves Pereira e Amando de Oliveira. O Taveira, sobrenome como ficou conhecido, vem de seu padrasto José Alves Taveira. Em dois casamentos, teve 15 filhos.

FONTE: Maria Emilia Souza Paes de Barros Mesquita, Manoel Inácio de Souza, o administrador e político hábil que deu início ao planejamento da cidade, in Série Campo Grande Personalidades, Funcesp/Arca, Campo Grande, 2004, página 11.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

13 de junho

13 de junho


1866 Morre o brigadeiro Galvão



Morre às margens do rio Negro, o brigadeiro José Antonio Fonseca Galvão, comandante da força expedicionária brasileira, que no ano seguinte protagonizaria a célebre retirada da Laguna.


Taunay, o escritor da expedição, registra o lamentado ocorrido em seu diário de campanha:

A 13 do mesmo mês, soltou o último suspiro o comandante das forças o brigadeiro graduado José Antônio da Fonseca Galvão. Em idade avançada, debilitado pelo mal passadio a que todos se viram sujeitos, acabrunhado de desgostos, não resistiu à invasão do mal que, em poucos dias, o atirou ao leito da morte. A divisão expedicionária fez as honras fúnebres ao chefe que a guiara desde o Rio dos Bois até aquele ínvio ponto, dando as salvas do estilo o parque de quatro peças de artilharia que chegara então a 8 daquele mês. A cruz que protege os seus restos levanta-se à margem esquerda do rio Negro, e tosca inscrição declara a hierarquia da pessoa que ali descansa para sempre, em melancólico e deserto sítio, na paz dos sertões.



FONTE: Taunay, Em Mato Grosso invadido, Edições Melhoramentos, São Paulo, sd. página 71




13 de junho


1867Retomada de Corumbá


Tendo à frente o tenente-coronel Antônio Maria Coelho, corpo expedicionário, organizado pelo presidente da província Couto de Magalhães, retoma Corumbá aos paraguaios que a ocupam desde 3 de janeiro de 1865. O Boletim de Mato Grosso em Cuiabá, deu a notícia:

O tenente-coronel Antonio Maria Coelho, que desta capital partiu a 10 do passado, atacou e enxotou de Corumbá nesse dia os inimigos invasores.


Entretanto, pelo caminho das Piraputangas, ao chegar no antigo acampamento das forças paraguaias, o tenente-coronel Antonio Maria Coelho, do 1º corpo da vanguarda das forças expedicionárias, deu vivas à S. M. o Imperador e toda a tropa partiu em marche-marche.

A ala direita, ao mando do capitão Joaquim José de Pinho, escalou a ponta da trincheira, do lado do rio, por onde o fosso não estava concluído.
O tenente-coronel, com a 6ª companhia, avançou sobre 2 bocas de fogo colocadas do outro lado da trincheira e os demais avançaram para a ponta do morro, a fim de ofender os vapores.


Após grande e renhido combate em terra, onde infelizmente sucumbiram como heróis o capitão de comissão Cruz, um cadete e seis soldados, sendo também vítimas, inclusive o coronel Cabral, o Padre e o valente tenente Roa.
Perdidas as esperanças de defesa, os dois vasos tomaram águas acima e refugiaram-se na volta do rio, onde os não podiam perseguir nossas artilharias, e daí regressaram em fugida para Assunção, às 4 horas da madrugada.
Contam-se vinte e sete paraguaios prisioneiros, e reduzidos ao seu estado de liberdade quinhentos e tantos brasileiros, entre homens e mulheres, os quais não se farão muito aqui esperar.


Como despojos deixaram-nos os inimigos oito bocas de fogo, muito armamento, munições de guerra e depósito de víveres.

O tenente-coronel Hermogenes Cabral, comandante paraguaio da vila ocupada, morreu em combate, o que não impediu que fosse responsabilizado pela derrota e acusado de traidor da pátria por seus comandados e superiores.



FONTE: Estevão de Mendonça, Datas matogrossenses, 2a. edição, Governo do Estado, Cuiabá, 1973, página 287. 




13 de junho

1912 - Emancipação de Porto Murtinho


Porto Murtinho, às margens do rio Paraguai

Desmembrado do município de Corumbá pelo Decreto Estadual nº 310, de 02-04-1912, é instalado o município de Porto Murtinho. O povoado nasceu nos primórdios de 1892, pela necessidade da criação de um porto de embarque de erva-mate, às margens do rio Paraguai, na altura de 50 quilômetros a montante da barra do rio Apa, em terras das fazenda Três Barras, 3600 hectares, adquiridos pela Companhaia Mate Larangeira. Murtinho é homenagem ao ministro Joaquim Murtinho, diretor do Banco Rio e Mato Grosso, controlador da citada empresa. Com área de 16.000 quilômetros quadrados.

FONTE: IBGE.




1959Divisão do Estado discutida na Assembléia


Discurso do deputado Edson Brito Garcia, de Aquidauana, sobre a questão divisionista tumultua a sessão da Assembléia Legislativa, em Cuiabá, onde se homenageava a retomada de Corumbá. O deputado sulista analisava expediente das câmaras municipais de Campo Grande e Dourados, defendendo a idéia separatista e discutia requerimento de sua autoria, apoiando a divisão. Posto em votação a proposição foi derrotada por 13 votos a 11. Votaram a favor:

Edson Brito Garcia, Reis Costa, Oliveira Lima, Olivia Enciso, Edil Ferraz, Ranulfo Marques Leal, Salvador Roncisvale Filho, Alarico Reis d’Ávila, Francisco de Barros Por Deus, Pedro Luiz de Souza e Waldir dos Santos Pereira, todos do Sul. Votaram contra: Augusto Mário Vieira, Manoel José de Arruda, Ubaldo Monteiro da Silva, Clóvis Hugueney, Fauze Gattass (de Corumbá), João Franchi, Licínio Monteiro da Silva, Mário Vand den Bosch, Sebastião Nunes da Cunha (de Aquidauana), Vicente Vuolo, Wilson Dias de Pinho (de Dourados), Lourival Fontes e Edmir Moreira Rodrigues (de Corumbá).


FONTE: Rubens de Mendonça, Historia do poder legislativo de Mato Grosso, Assembleia Legislativa, Cuiabá, 1967, página 128.



13 de junho

1979Mato Grosso do Sul ganha sua carta





Numa manhã fria, tendo como plenário uma dependência da universidade federal, sob quente clima político, com os rumores da demissão do governador Harry Amorim Costa, dá-se em Campo Grande a promulgação da primeira constituição estadual. Na cerimônia simples, falaram o presidente da Assembléia, Londres Machado e os líderes da Arena, Waldomiro Gonçalves e do MDB, Sergio Cruz. Subscreveram a Carta os seguintes deputados constituintes: da Arena, Londres Machado, Walter Benedito Carneiro, Horácio Cerzósimo de Souza, Waldomiro Alves Gonçalves, Alberto Cubel Brull, Ary Rigo, Oswaldo Ferreira Dutra, Paulo Roberto Capiberibe Saldanha, RamezTebet, Rudel Espíndola Trindade e Zenóbio Neves dos Santos e pelo MDB, Cecílio de Jesus Gaeta, Getúlio Gideão Bauermeister,Odilon Nakasato, Onevan José de Matos,Roberto Moaccar Orro, Sergio Manoel da Cruz e Sultan Rasslan.


FONTE: anais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

5 de Setembro

5 de setembro

1866 Tropas brasileiras partem do Taboco

Margem esquerda do Taboco em desenho de Taunay

A força expedicionária brasileira, com destino à fronteira, deixa as margens do Taboco, onde acampara há cerca de dois meses. O relato é do tenente Taunay:

Tornando-se porém o Taboco cada vez mais insalubre, convinha partir dali quanto antes. Entretanto soube-se que a retirada dos inimigos dos pontos do distrito, em que eles tinham conservado destacamentos por mais de um ano e meio, roubara já aos nossos soldados a ocasião de demonstrarem nos combates a coragem que haviam patenteado sempre a lutar com mais terríveis adversários: a peste e a fome. Apesar disto, decidiu o comandante das forças seguir para Miranda. (...)

Tomadas enfim as providências para a marcha, deu-se a partida da margem direita do Taboco no dia 5 de setembro com direção ao porto do Sousa, onde ia efetuar-se a passagem do rio Aquidauana. Caminhando sensivelmente para S. desde começo, atravessou a força campinas cortadas por capões e depois de 2 ½ léguas, foi acampar junto ao córrego da Piranhinha às 11 ½ horas quase na base de um ramal da serra do Maracaju que corre paralelamente à estrada. No encontro desses ramos com a grande cadeia, num recôncavo, fica a aldeia da Paranhinha dos índios Terenas, aí refugiados desde os primeiros dias da invasão paraguaia no ano de 1865.



FONTE: Taunay, Em Mato Grosso invadido, Cia. Melhoramentos, SP, sd., página 79.



5 de setembro

1891 - Eleita a primeira diretoria da Companhia Mate Larangeira





Sob o controle do Banco Rio-Mato Grosso é nomeada no Rio a primeira diretoria da Companhia Matte Larangeira,à frente Francisco Duarte Murtinho (foto). A decisão foi registrada na seguinte ata:

Acta n° 1 da Companhia Matte Larangeira.

Tendo sido por escriptura lançada hoje em Notas do Tabelião Castro,desta Capital, constituida a Companhia Matte Larangeira, os abaixo-assignados D' Francisco Murtinho, D' Lucídio Alexandre Martins e Thomaz Larangeira que compõem a Directoria da mesma Companhia, reuniram-se na sala do 1° andar da casa da Rua d'Alfandega,n° 22, para, em observância do Art. 15 dos Estatutos, designarem, d'entre si, o Presidente e o Secretário da Directoria.
O Director Larangeira propôs para Presidente, o Director Franc° Murtinho e para Secretário o Director D'Laucídio Martins.

Feitas algumas ponderações pelos dois últimos, foi a proposta approvada, ficando os nomeados desdelogo investidos dos respectivos cargos.
Declara-se que a sala a que se fez referência, está contratada para nela funcionar como fica funccionando o escriptório da Campanhia.

Rio de Janeiro,5 de Setembro de 1891.

Francisco Murtinho, Lucídio Alexandre Martins e T° Larangeira.


FONTE e FOTO: Luiz Alfredo Marques Magalhães, Retratos de uma época, os Mendes Gonçalves e a Cia.Matte Larangeira, (segunda edição), edição do autor, Ponta Porã/Campo Grande, 2013, página 41.


5 de Setembro

1918Rosário Congro toma posse em Campo Grande




Nomeado pelo presidente do Estado, dom Aquino Correa, assume a prefeitura de Campo Grande o deputado estadual Rosário Congro. O próprio intendente-interventor dá as razões de sua investidura no cargo:

Perdurando desde 1º de janeiro desse ano, em virtude de conflito político, uma dualidade de Câmara e de Juizes de Paz, o que vinha causando à vida administrativa e jurídica do Município os mais sérios entraves e a mais prejudicial das situações, teve por bem a Assembleia Legislativa do Estado por termo à grave anomalia reinante, anulando as eleições realizadas a 2 de novembro do ano anterior e autorizando o presidente do Estado a nomear o Intendente Geral e Juizes de Paz de Campo Grande, aquele com poderes para exercer também atos do poder legislativo ficando, assim, inteiramente cassada a autonomia do município.

Tem o n.o 768 e é de 9 de julho de 1918, a lei que determinou a intervenção estadual no Município, recaindo a nomeação para Intendente, por ato n.o 329 de 14 de agosto do mesmo ano, no deputado estadual Rosário Congro, cuja posse realizou-se a 5 de setembro, e a de Juizes de Paz nos cidadãos Antônio Benjamim Correa da Costa, Leopoldo Gonçalves dos Santos e João Coelho, sendo seus suplentes João Pedro de Souza, Manoel Joaquim de Moraes e Cândido da Costa Lima, não tendo este último prestado o compromisso legal.


Sobre a posse de Rosário Congro na prefeitura de Campo Grande, a imprensa cuiabana destacou:


Campo Grande, 5 – Perante numerosa assistência, tomou hoje posse no cargo de intendente geral deste município o ilustre deputado Rosário Congro. Durante o ato e enviada por nímia gentileza do comandante da guarnição, tocou a banda do 5° regimento. O novo intendente produziu uma bela alocução traçando a diretriz do seu governo, impressionando agradavelmente o auditório. S. exc. leu o seu primeiro ato de empossamento e, após o recebimento dos arquivos da intendências em dualidade, nomeou seu secretário e tesoureiro. A população, satisfeita com a normalização da vida do município, confia na ação do novo governo, aplaudindo a acertada escolha de d.Aquino.
 


FONTE: Rosário Congro: O município de Campo Grande, publicação oficial, Campo Grande, 1919, página 37. Jornal O Matto-Grosso (Cuiabá) 15 de setembro de 1918.

FOTO:http://bit.ly/zKCCKr

sábado, 22 de janeiro de 2011

22 de janeiro

22 de janeiro


1892 –Começa em Corumbá rebelião militar contra governo estadual



Sob o comando do coronel João da Silva Barbosa (foto), do 7º. Distrito Militar de Mato Grosso, com sede em Corumbá, é deflagrado na cidade branca o movimento militar, visando a deposição do presidente Manuel José Murtinho. O golpe fora tramado no Rio de Janeiro pelo general Antonio Maria Coelho, herói da Guerra do Paraguai e primeiro governante estadual do período republicano, e teve apoio do deputado Caetano Albuquerque e seu sobrinho, oficial do Exército, Aníbal da Mota, que servia em Corumbá.
O registro é do historiador Lécio Gomes de Souza:


A 22 de janeiro de 1892 deflagrava a intentona em Corumbá, com a deposição do intendente do município, Salvador Augusto Moreira, substituído pelo tenente Manuel José Brandão. Formou-se uma junta governativa para a presidência do Estado, constituída pelo comandante M. A. de Castro Meneses, do Arsenal de Ladário, A. Roberto Vasconcelos, inspetor da Alfândega, e major Aníbal da Mota. Percebendo os rumos que tomavam os acontecimentos, revestidos claramente de caráter sedicioso, absteve-se Castro Meneses de participar, sendo por Antônio J. da Rocha e Generoso Nunes Nogueira substituído.


Em 1° de fevereiro, com a adesão de militares e políticos de Cuiabá, a junta destitui o governador Manoel Murtinho e assume o poder no Estado.                                         

FONTE: Lécio Gomes de Souza, História de Corumbá, edição do autor, Corumbá, sd, página 75.




22 de janeiro

1918 – Dom Aquino assume o governo de Mato Grosso




Consequência de amplo acordo entre situação e oposição, depois da Caetanada, que resultou na renúncia do presidente Caetano Manoel de Faria e Albuquerque e na intervenção federal que durou um ano, assume o governo, o bispo de Cuiabá, Dom Francisco de Aquino Correa, no que foi chamado de governo da conciliação. Seria o segundo governante estadual a visitar o Sul do Estado. O primeiro foi Costa Marques em 1912.


FONTE: Rubens de Mendonça, História do Poder Legislativo de Mato Grosso (volume I), Assembleia Legislativa, Cuiabá, 1967, Página 111


22 de janeiro

1936 - Empossado o primeiro prefeito de Dourados

Pioneiros da emancipação  de Dourados. Em pé: Raul Muzzi, Feliciano
Vieira Benedetti, Atilio Torraca, Luiz A.Leão, Esthon Marques, João Vicente
Ferreira (o primeiro prefeito), João Cândido Câmara, Marcos Fioravante,
 José Fernandes Júnior eAlberto Fernandes de Carvalho. 
Sentados: Mandacaru de Araujo, Firminio Vieira de Matos, Waldomiro Correa
(representante do Governador),  Onofre de Matos Pereira, Francisco de Matos
Pereira e José de Matos Pereira (Juca Matos) 

Criado em 20 de dezembro de 1935, por ato do governador Mário Correa, é oficialmente instalado o município de Dourados, com a posse de seu primeiro prefeito, o coronel João Vicente Ferreira, conforme ata a seguir:

Aos vinte e dois dias do mês de janeiro do ano de mil novecentos e trinta e seis pelas vinte horas, nesta Vila de Dourados, na sala digo, numa das salas da casa designada para a Prefeitura, reunidos o Presidente e Membro do Diretório Coligado cidadãos Cel. Firmino Vieira de Matos, Cel. João Vicente Ferreira, Coronel João Rosa Goes, Doutor Nelson de Araújo, Major Onofre de Matos, Major Luiz Alves Leite, Capitão Apulcro Viana e João Cândido da Câmara; secretário do referido Diretório; perante grande assistência em que se contavam o Capitão Feliciano Vieira Beneditti, representante do Ilustríssimo Senhor Waldomiro Correa digníssimo Chefe de Polícia deste Estado, Coronel Álvaro Brandão representante do Diretório Evolucionista do Município de Ponta Porã, Coronel Manoel Ferreira de Lima Prefeito do Município de Maracaju, Senhores Rafael Perez Filho e Clovis Ferreira Azambuja do Diretório Evolucionista de Maracaju, Senhor Lírio Borges prefeito do Município de Entre-Rios, Coronel Antonio Alves Correa Presidente do Diretorio Coligado e Tenente Francisco Fernandes dos Santos Delegado de Polícia do referido Município, Doutor Izidro Francisco Varella e senhores José Alves Marcondes, Domingos Alves Marcondes, Antonio Cândido e João Gonzaga representantes do Distrito de Paz de Vista Alegre; Capitão Antonio Ignácio Teixeira representante do Sub-Diretório Evolucionista do Distrito de Paz de Santa Luzia, e grande número de senhoras senhoritas e cidadãos que comigo assinam esta ata; pelo senhor Coronel Firminio Vieira de Matos foi instalado este Município criado pelo Ilm° Senhor Doutor Mario Correa da Costa por decreto n° 30 de 23 de Dezembro de 1935.

Após a referida instalação o senhor Coronel Firminio Vieira de Matos deu posse ao senhor Prefeito Coronel João Vicente Ferreira nomeado por ato n° 734 de 24 de Dezembro de 1935.

O que para constar mandou o senhor Presidente lavrar a presente ata, que vai por todos assinada.

FONTE: Marli Carvalho Owens, Mattos A Saga de uma Família, edição da autora, Dourados, 2000, página 51.

22 de janeiro

1971 – Instalada a Base Aérea de Campo Grande
 




É oficialmente instalada a Base Aérea de Campo Grande. O ato é acompanhado pelo jornalista J. Barbosa Rodrigues:

As 9 horas da manhã foi oficiada, pelo Bispo D. Antônio Barbosa, missa campal, com a presença do General de Divisão Plínio Pitaluga, comandante interino da 9ª. RM, do prefeito Dr. Antônio Mendes Canale e do presidente da Câmara de Vereadores, Dr. David Balaniuc. Em seguida ao festivo ato religioso, os presentes encaminharam-se para o aeroporto, onde recepcionaram o Ten. Brigadeiro Manoel José Vinhaes, representante do Sr. Ministro da Aeronáutica. Vários saltos de paraquedistas, de uma altura de 3.000 metros foram então realizados, seguidos de demonstração de vôo efetuada pela Esquadrilha da Fumaça. Com a instalação, o Cel. Agustinho Perlingeiro Perissé, assumiu o comando da Base, que vinha sendo ocupado pelo Major Salvo Bernardes.


FONTE: J. Barbosa Rodrigues, História de Campo Grande, edição do autor, Campo Grande, 1980. Página 145.


FOTO: Folha Militar Online.


7 de março

7 de março 1880 - Instalado o Liceu Cuiabano Perante numerosa assistência, composta das principais autoridades da província, à fr...