domingo, 5 de março de 2017

7 de março

SEM REGISTRO

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Rondon gradua-se em engenharia militar

8 de janeiro

1890 - Rondon gradua-se em engenharia militar


O alferes Cândido Mariano da Silva Rondon recebe da Escola Militar do Rio de Janeiro o título de engenheiro militar e o diploma de bacharel em Matemática e Ciências Físicas e Naturais. 55 dias antes, por influência e sob as ordens de seu superior Benjamin Constant, participou da proclamação de República como estafeta do exército

 
FONTE: Esther de Viveiros, Rondon conta sua vida, Cooperativa Cultural dos Esperantistas, Rio, 1969, página 43.

População protesta contra apagões

5 de maio

1960 – População protesta contra apagões

O prefeito Wilson Martins lidera os protestos à luz de lampeão
A crise de energia elétrica, que atormentaria o Sul de Mato Grosso até a chegada da energia de Jupiá, em meados da década de 60, levou a Associação Comercial de Campo Grande a organizar movimento intitulado “Campanha da Vergonha”, mobilizando a opinião pública através de manifestações de protestos, com a divulgação de panfletos, notas nos jornais e discursos na Câmara Municipal. A movimentação culminou com a grande passeata de comerciantes, estudantes e populares, à noite, com velas acesas pelas ruas da cidade e a invasão do prédio da companhia. 

O movimento foi decisivo para estatização da empresa particular que explorava o serviço na cidade. 


FONTE: Edgard Zardo, De Prosa e Segredo Campo Grande segue seu curso, Funcesp/Fundação Lions, Campo Grande, página 97.

Tomam posse prefeito e vereadores de Campo Grande

7 de janeiro

1930 - Tomam posse prefeito e vereadores de Campo Grande



São empossados o último intendente geral Antero Paes de Barros e os vereadores de Campo Grande da chamada República velha, abolida pela revolução de Getúlio Vargas, no dia 10 de outubro. O ato é registrado pelo Jornal do Comércio:

"Conforme fora previamente anunciado, realizou-se ontem ao meio dia, no Paço Municipal, a solenidade de compromisso e posse dos vereadores e intendente que administrarão o município no triênio de 1930 a 1932.
Depois de empossados os vereadores, estes elegeram o seu presidente o dr. J.P. Teixeira Filho. Em seguida, a câmara deferiu o compromisso ao Intendente, cel. A. Antero Paes de Barros. Após o ato, o presidente da Câmara proferiu uma brilhante alocução com a qual frisou, que tanto ele, como seus companheiros de Conselho, se sentiam animados dos melhores sentimentos no sentido de promoverem por todos os meios possíveis, o engrandecimento e progresso do Município.
Usou depois da palavra o intendente Cel. Antero de Barros que, em eloquente discurso, explanou as suas ideias sobre o que já se tem feito em Campo Grande e quais as obras que em sua administração pretende levar a efeito para que o nosso município atinja o ponto culminante que lhe será reservado, esperando a sincera e leal colaboração do legislativo para conseguir o seu desideratum.
À cerimônia estiveram presentes as autoridades, pessoas gradas e grande massa popular".
Assumiram ainda os vereadores Martinho Barbosa Martins, Aureliano Pereira da Rosa, Arnaldo Estevão de Figueiredo, Sebastião Inácio de Sousa, Nestor Martins Costa, José Marcondes Olivetti, José Jaime Ferreira de Vasconcelos, Plotino de Aragão Soares e Victor Pace. 
FONTE: Jornal do Comercio (Campo Grande) 8 de janeiro de 1930.

Epidemia de cólera em Corumbá

7 de janeiro
1887 – Epidemia de cólera em Corumbá



Relatório do presidente da Câmara Municipal, Antônio Antunes Galvão, aos demais vereadores, aponta a principal causa da cólera que ataca a população da cidade e revela números da tragédia : “Há muito a nossa cidade precisa de saneamento que não se tem podido realizar. Pelo obituário comparado ao Rio de Janeiro, cidade taxada de pestilenta, vê-se que aqui morre sempre 8 a 10 vezes mais que naquela cidade”.

A propósito, a historiadora Lucia Salsa Correa, observa:

No período de 1867, ocasião da retomada de Corumbá, até o ano de 1920 a cidade padeceu com o surgimento de 34 epidêmicos, dos quais a Varíola foi a mais frequente, malgrado as campanhas e os esforços quase sempre infrutíferos das autoridades municipais.

A desastrosa epidemia de cólera em Corumbá (1886/1887), por exemplo, conforme detalhados relatórios do então presidente da Câmara Municipal, provocou uma profunda crise em todos os setores da cidade, desenvolvendo-se de forma avassaladora. Um cálculo aproximado revelou ter sido em número de mil as pessoas atingidas pelo Cólera em Corumbá, sendo que as autoridades locais não possuíam de fato meios adequados para enumerar e avaliar as perdas e danos causados nessas circunstâncias.

Quanto a origem da doença, além do contágio através do porto e da absoluta falta de saneamento básico na vila, "os aspectos mais dramáticos das epidemias parecem ter sido o abandono dos doentes pobres pelas ruas e até de cadáveres, a falta de medicamentos e de hospitais mesmo provisórios, além das fugas em massa da população para os campos, o que causava maior descontrole sobre as doenças e os óbitos".

Até a década de 18 do século XX, esse quadro de vulnerabilidade às endemias perdurou na cidade, vindo a rarear a partir de 1918, quando Corumbá e outros municípios do Estado, entre eles Campo Grande, foram alcançados pela temível gripe espanhola.

FONTE:  Lúcia Salsa Correa, Corumbá: um núcleo comercial na fronteira  de Mato Grosso 1870 - 1920, edição da autora, Corumbá, 1981, página 92.

Nasce José Barbosa Rodrigues, diretor do Correio do Estado

30 de junho

1916 - Nasce José Barbosa Rodrigues, diretor do Correio do Estado



Nasce em Minas Gerais, José Barbosa Rodrigues. Ainda jovem, em companhia da esposa Henedina e do primeiro filho, José Maria, mudou-se para Ponta Porã, onde o casal exerceu o magistério. Em seguida mudou-se para Campo Grande. Iniciou suas atividades como professor primário numa escola rural na região do Ceroula, dando aulas para filhos de imigrantes japoneses. Para completar a renda familiar, trabalhou como zelador no "Jornal do Comercio", o único diário de Campo Grande na época, onde iniciou sua carreira como redator.

Em 1954, com a instalação do Correio do Estado, aceitou convite para dirigir o novo diário, de propriedade de um grupo político ligado à UDN, partido ao qual eram filiados José Fragelli, Lúdio Coelho, Wilson Barbosa Martins e outras importantes figuras do cenário político regional. Dois anos depois da fundação, J. Barbosa Rodrigues já era dono do jornal.

Além de empresário e jornalista, J. Barbosa Rodrigues foi escritor e historiador, membro da Academia Sul-Matogrossense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul. Na área socioeducativa criou a Fundação Barbosa Rodrigues a Orquestra Jovem, em Campo Grande e o Museu de História do Pantanal em Corumbá.

Faleceu em 19 de março de 2003. 

FONTE: Correio do Estado, caderno Correio B, Campo Grande, 30/06/2016.

Morre Oliva Enciso, a primeira mulher a se eleger vereadora em Campo Grande

30 de junho

2005 - Morre Oliva Enciso, a primeira mulher a se eleger vereadora em Campo Grande




Aos 96 anos, falece em Campo Grande a professora Oliva Enciso. Pantaneira da fazenda Taquaral, em Corumbá, nasceu a 7 de abril de 1909, filha de Santiago Enciso e Martinha Enciso, fez seus primeiros estudos no Colégio Maria Leite e no colégio das Irmãs em Corumbá. Com a morte do pai, em 1923, muda-se para Campo Grande e continua a estudar, matriculando-se no Colégio Spencer. Em 1925 é admitida no Insituto Pestalozzi. Em 1929 é aprovada no vestibular de Medicina da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, mas não concluiu o curso e retornou a Campo Grande, em 1932 e cursou Farmácia. Em 1938 concluiu o curso de normalista na Escola Normal Dom Bosco. 

No início da década de 50, assume em Mato Grosso a direção da Campanha Nacional dos Educandários Gratuitos (CENEC) e criou e dirigiu por muitos anos a Sociedade Miguel Couto dos Amigos do Estudante, por onde passaram mais de dez mil crianças e adolescentes. 

Na política, filiada à União Democrática Nacional (UDN), elegeu-se vereadora em Campo Grande em 1954, sendo a mais votada e exerceu o mandato de 1955 a 1959, quando elegeu-se deputada estadual, também com a maior votação do estado de Mato Grosso, sendo a pioneira nos dois mandatos. 
Escritora, publicou dois livros: Mato Grosso do Sul, Minha Terra (1986) e Palavras de Poesia (2004) e foi colaboradora constante do jornal Correio do Estado. Pertenceu à Academia Sulmatogrossense de Letras, ao Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul e ao Conselho de Educação de Mato Grosso (1964/69), sendo responsável pela aprovação da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Mato Grosso, em Campo Grande, embrião da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Foi homenageada com as seguintes denominações em Campo Grande: Escola Oliva Enciso (Bairro Tiradentes), Escola Cenista Oliva Enciso (avenida Afonso Pena) e rua Oliva Enciso (Mata do Jacinto) e em Cuiabá: sala da mulher matogrossense na Assembléia Legislativa.


FONTE: Maria da Glória Sá Rosa, Oliva Enciso - A mulher que imprimiu novos rumos a Mato Grosso do Sul, in Série Campo Grande Personalidades, Fundac/Arca, Campo Grande, 2005, página 10.